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Um novo patamar para as discussões

07/11/2011

Por: Flávio Viegas

Em artigo recente, publicado na Folha de São Paulo, o dr. Marcos Fava reconhece os aumentos de custo de produção do suco de laranja e a necessidade de um novo patamar de preços para o produto além de reafirmar a necessidade de, em conjunto com engarrafadores líderes, trabalhar em ações inovadoras de marketing, usando suas estruturas de comunicação e vendas para desenvolver um novo posicionamento e conceito para o suco de laranja, como alimento liquido e identificação de origem brasileira. E coloca a USP à disposição para apoiar cientificamente esta inovadora iniciativa que visa a sustentabilidade futura de toda a cadeia.

A Associtrus, que vem defendendo estas posições, apenas discorda dos valores indicados para o custo da laranja que infelizmente supera em muito os US$4 por caixa apontados no artigo. Levantamentos, que estão ainda sendo atualizados pela nossa associação, indicam que o custo de produção para pomares com produtividade na faixa de 720 caixas por hectare, produtividade significativamente superior à media do estado, tem um custo de produção superior a R$17,00 por caixa! O próprio Fava comentou no relançamento da Frente Parlamentarista da Citricultura há poucos meses, que o custo da terra onerava a produção em R$2 por caixa e no mesmo dia um representante das processadoras informava que o custo médio da colheita e frete era de R$ 4 por caixa.

Surpreende-nos a informação de que os custos de processamento, armazenamento e logística do suco até o mercado europeu tenham subido de US$ 348 para US$ 535 por tonelada. Acreditamos que destes custos não foram deduzidos o faturamento com os subprodutos.

Desta forma o custo do suco nos terminais da Europa chegaria a US$2935/t deste valor acredito que deveria ser deduzido o valor dos subprodutos e somado a margem de lucro, elevando o preço acima de US$3000 por tonelada.

A mensagem passada aos engarrafadores, segundo o autor, de que o fornecimento de suco de laranja do Brasil só se sustenta se um novo patamar de preços for estabelecido e que as mudanças econômicas criaram novos mercados, assim o mercado europeu não pode mais apoiar seus negócios em suprimento de matéria prima barata dos países em desenvolvimento.

Isto é confirmado pelo aumento de preços das comodities e em particular pelo aumento de todos os sucos. Um destaque é o caso do suco de maçã que foi exportado pela China a preços baixíssimos, hoje tem um custo de cerca de US$2100 fob porto chinês pois apesar da fruta destinada para o processamento estar sendo remunerada a US$250/t a fruta fresca está sendo comercializada a até US$750/t, segundo a Foodnews.

É importante enfatizar que na década de 80, em meio à sucessão de geadas, o preço do suco atingiu valores relativamente até mais elevados e o comentário dos compradores era de que eles tinham condições de conviver com preços altos, mas não sobreviveriam à oscilação de preços que até hoje caracteriza nossa cadeia produtiva. Não foi surpresa ouvir, recentemente, de um alto executivo do setor industrial este mesmo comentário. Portanto tenho certeza que preços remuneradores e estáveis são perfeitamente assimiláveis pelo mercado e esta é a reivindicação da Associtrus.

Marcos Fava conclui seu artigo: “Resolvido isto, resta agora pensar nos impactos que estes novos preços terão no consumo de suco, algo que não dá para adivinhar. Mas o momento é bom para este teste, pois concorrentes do Brasil na oferta de suco de laranja apresentam problemas de volume e doenças (EUA, México, entre outros) e o suco de maçã tem preços altos porque os chineses resolveram comer as maçãs que produzem seu suco.

Para preservar as margens do engarrafador, importante agente da cadeia, o suco precisa subir de preços nos supermercados da Europa, de maneira bem trabalhada e bem comunicada, afinal não faz sentido o suco de laranja, com tudo o que existe de custo por trás, ter o mesmo preço de água. Afinal, 15 centavos a mais por litro para quem toma 15 litros por ano representaria apenas um sanduiche ou maço de cigarros de diferença.” Aparentemente caminhamos para um novo patamar de discussão o que poderá propiciar o avanço do Consecitrus, ficará para a etapa seguinte a discussão das perdas causadas, aos citricultores, as duas décadas de atuação do cartel.


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