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Briga entre “laranjeiros” no fim acaba em suco

15/05/2012

Fonte: www.businesscaipira.com.br/noticias/leitor-de-noticia.php?noticia_id=62

Produtores de SP e as indústrias disputam pela melhor cotação da caixa, praticamente às vésperas de uma nova safra, menor que anterior, excepcionalmente turbinada.

14/05/2012



Colheita em pomar da indústria
Divulgação CitrusBR

Há pouco menos de dois meses das primeiras laranjas precoces serem colhidas no estado de São Paulo, dando largada à colheita de 364 milhões de caixas previstas para a safra 2012/2013 (15% menor que a anterior), a briga entre citricultores e a indústria de suco se repete. Lá já se vão vários anos, tempo em que diminuiu drasticamente o número de fornecedores independentes e aumentou a concentração de laranjais das próprias esmagadoras.

Em torno do preço da caixa, os produtores rurais se dizem espremidos pelas quatro irmãs – Citrosuco/Citrovita (um grupo só agora), Cutrale e Louis Dreyfus – que querem oferecer em torno de R$ 8. Uma conta que não fecha, segundo a Associação Brasileira de Citricultores: o custo de produção da caixa de 40,8 kg estaria em perto de R$ 18.

“Não é à toa que éramos quase 30 mil produtores e hoje somos no máximo oito mil”, lamenta Flávio Viegas, presidente da entidade, enquanto vê a indústria esmagar, de tudo, 50% de laranja dos próprios pomares. Seriam das indústrias 120 propriedades rurais, a grande maioria arrendada.

Para Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), respondendo através de sua assessoria, o custo da caixa está em R$ 7,26. Se fosse aceito os R$ 18 solicitados pela Associtrus, a tonelada do suco nacional chegaria no exterior a “improváveis” US$ 3 mil, muito acima do suco de maçã, concorrente direto. A entidade contesta ainda a concentração alegada de produção própria de laranja. Fala em 35%.

CONTRATOS

A discrepância de muitos dígitos está porque o “cartel”, na expressão de Viegas, não considera os custos econômicos do negócio, isto é, a depreciação da terra e dos equipamentos, manutenção, envelhecimento dos pomares, entre outras variáveis. Ao mesmo tempo, os custos operacionais sobem, “como os insumos utilizados no trato cultural e a mão obra”.

O impasse está reproduzindo o mesmo episódio da safra anterior, quando houve um retardamento nos contratos de fornecimento, um dos fatores de atraso na colheita. Os independentes postergam o acordo de fornecimento esperando que na bacia das almas as transformadoras melhorem a remuneração.

O resultado para aqueles quem não assinarem contrato é o único consenso entre a Associtrus e a CitrusBR. O produtor rural não pode ficar no mercado spot (a vista) porque muito provavelmente receberá menos de R$ 8 pela caixa.

“No fim das contas, cedemos e perdemos”, reclama o presidente da Associtrus.

CRISE E CARBENDAZIM

Na safra anterior, a entidade que reúne os fabricantes afirma que na maioria dos contratos o fornecedor foi remunerado em R$ 15 por caixa, “bons preços” acertados “sob risco”, uma vez as empresas compram a laranja, fazem o suco e somente depois o vende. E o resultado não foi dos melhores, segundo a CitrusBR.

As vendas da safra passada aos Estados Unidos (13% das vendas totais do Brasil) caíram, colaborando, numa ponta, a crise econômica do país e, na outra, o embargo às importações do Brasil no início do ano, por conta do carbendazim. O fungicida usado nos laranjais de São Paulo e do Triângulo Mineiro, aceito em todos os outros mercados, é proibido nos Estados Unidos. Com isso, o suco não concentrado é o único liberado naquele mercado.

As exportações das quatro esmagadoras estão “estáveis nos últimos 10 anos entre 1,1 e 1,4 milhão de toneladas de suco concentrado/ano”, e representam 98% de todo o suco produzido no País. O faturamento conjunto está em torno de US$ 2 bilhões.

Esse panorama traçado pelas empresas faz a CitrusBR falar em altos estoques de passagem. Mas Viegas, representante dos produtores rurais, lembra que os estoques de 320 mil toneladas correspondem a “apenas três meses de exportações brasileiras”.

Ademais, ainda de acordo com presidente da Associtrus, parte desse estoque tem que ser misturado com o suco extraído da laranja precoce no início da próxima safra. Com a blendagem “obrigatória”, o estoque portanto não “é carregado” pelas empresas.

Vai dar suco, de um jeito ou de outro.

Mar de laranja ainda cresce

As 428 milhões de caixas 2011/2012, safra turbinada pela maturação tardia dos frutos e atraso na colheita, resultando em laranjas mais robustas, foram extraídas de 601,6 mil ou 589 mil hectares no cinturão citrícola de São Paulo e Sul de Minas.

O primeiro número é do Instituto de Economia Agrícola (IEA), que contabiliza pomares até de propriedades sem escala produtiva, o segundo é computado pelas indústrias.

O tamanho da área plantada também nunca é consensual. Historicamente.

Da mesma forma que o número de árvores. O IEA registrou 189,4 milhões de árvores, 15% a mais do que o estimado pela CitrusBR.

São Paulo é mais de 70%. E ainda o Estado observa as indústrias abrindo novas fronteiras, entre as quais a do Sudoeste, avançando na região de Avaré em terras arrendadas.


Para ler a matéria no site do Bussiness Caipira clique aqui!


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