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Reflexões sobre os problemas enfrentado pelos agricultores

30/08/2013

Embora o agronegócio brasileiro tenha avançado, porém, é nas megacorporações onde se depositam os lucros e o suor dos produtores e trabalhadores rurais.

Nossa produção tem batido recordes sucessivos tanto de volume quanto de produtividade. Porém, a situação econômica e financeira dos produtores, especialmente os pequenos e médios, continuam precárias e suportando um passivo histórico de dívidas resultantes dos planos econômicos, dos quais foram âncora.

Isto para dizer, que nosso sistema federativo - CNA - Federações - Sindicatos Rurais - está carecendo de urgente reflexão, pois, provou-se inoperante ao longo de décadas, ao não conseguir atacar a assimetria dentro da longa cadeia produtiva do agronegócio, que arquitetado na forma piramidal, tendo as megacorporações multinacionais -cerca de meia dúzia - no topo da pirâmide concentrando a maior parte dos lucros do setor, enquanto que na base desta mesma pirâmide, encontram-se milhões de produtores e trabalhadores rurais, que absorvem todas as imperfeições econômicas e sociais desta cadeia geradora de riquezas e de desigualdades sociais.

Esses grandes grupos empresariais multinacionais, aparelham os ministérios, o judiciário, o legislativo e até nossas instituições sindicais.

Há que se refletir sobre este relevante tema, visando uma reforma estrutural em nosso sistema representativo, afim, de lhe conceber maior legitimidade e representatividade dos produtores, pois, suas atuações nas esferas municipais, estaduais e federal, tem demostrado uma incapacidade para enfrentar esta realidade e propor novas soluções, que ataquem profundamente esta estrutura de espoliação das riquezas de nosso país.

As prefeituras agora, com o convênio junto à RF, querem aumentar o valor da terra nua, a cada ano, para elevarem a arrecadação e, de carona, os sindicatos utilizam os mesmos valores para cobrança do ITR. É uma bola de neve que avança sobre os produtores que não têm, como as empresas, a capacidade de repassarem seus aumentos de custos para os preços das commodities agrícolas no campo.

Samuel Marcos Dourado.
ADESAM - Associação para o Desenvolvimento Sustentável da Alta Mogiana.


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