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Associtrus acompanha estudos desenvolvidos na EECB

19 de dezembro | 2005

Diretores têm acesso a dados da pesquisa sobre adensamento de plantio.

Os diretores da Associtrus, Flávio Viegas, Douglas Kowarick, Charles Teixeira e Renato Queiroz, estiveram quinta-feira (8/12), na Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro (EECB), para conhecer o estudo “Adensamento de plantio: estratégia para produtividade e lucratividade na citricultura”, desenvolvido pelo pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical e diretor científico da EECB, Eduardo Sanches Stuchi.

O estudo consiste em aumentar a produtividade do pomar e, conseqüentemente, a lucratividade do produtor, através da diminuição do espaçamento entre as árvores.

Dois trabalhos importantes de adensamento são conduzidos na EECB, utilizando-se laranjeira Pêra IAC, enxertada em tangerina Cleópatra. No primeiro, plantado em 1986, são comparados os espaçamentos 7 X 2 (714 plantas/ha), 7 X 3 (476 plantas/ha), 7 X 4 (357 plantas/ha), 7 X 5 (286 plantas/ha) e 7 X 6 (238 plantas/ha) chamados de espaçamentos simples. No segundo, plantado em 1987, vêm sendo estudados e comparados os três espaçamentos duplos (476 plantas/ha): 7 X 5 x 1m; 7 x 4,5 X 1,5m; 7 X 4 x 2m, que equivalem a 7 X 3m, com espaçamento simples 7 X 6m (238 plantas/ha). Os dois pomares não são irrigados e o solo em que estão plantados é conhecido como “solo de cerrado”. “No primeiro estudo, a produtividade foi maior nos espaçamentos menores ou mais adensados, em comparação ao espaçamento padrão (7 X 6 m) quando se considera as médias do pomar jovem (5 primeiras safras), em plena produção (6ª à 10ª safra), as médias das 10 primeiras safras e as médias das 15 safras.

Nas últimas cinco safras, as produtividades nos diferentes espaçamentos foram semelhantes, confirmando observações feitas em outras pesquisas e na prática. Na média do período 1989-2004, os espaçamentos 7 X 2m e 7 X 6m foram, respectivamente, os de maior e menor produtividade. Os demais espaçamentos apresentaram valores similares de produtividade”, explica Eduardo Stuchi.

No segundo trabalho, os três espaçamentos duplos (476 plantas/ha), comparados com um simples (7 X 6m) proporcionaram as maiores produtividades quando considerada a média do período de 1990 a 2004.

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos mostraram que não há diferença no consumo de água nem na evapotranspiração entre as densidades 370 e 889 plantas/ha. Os resultados (que podem ser consultados no estudo) obtidos ao longo das safras mostram que o adensamento permite a maximização da produção e é economicamente vantajoso. “A Associtrus está sempre atenta e disposta a acompanhar os estudos que objetivam trazer benefícios para o produtor. Tivemos a oportunidade de conhecer também algumas variedades diferentes de laranja e de ver os experimentos no campo”, observa Flávio Viegas, presidente da Associtrus.

Clique AQUI para ler o estudo completo de Eduardo Stuchi, publicado na Revista Ciência e Prática (Ano nº 16, p. 5-6) do GTACC.

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