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Suco: mercado ainda não precificou a quebra da safra paulista.
17 de julho | 2008
A quebra de 20% na safra paulista de laranja 2008/2009, em razão de problemas climáticos durante a florada, já está resultando em valores maiores nos contratos firmados entre produtores e indústrias. De acordo com dados do Cepea, os citricultores têm negociado a venda entre R$ 8,25 e R$ 14,00 a caixa de 40,8 Kg, patamares bem acima dos registrados em anos anteriores. O cenário se deve ao fato de que o volume de laranja no mercado doméstico deve ser pequeno até agosto, visto que a colheita da safra 2008/2009 de laranja de São Paulo deve intensificar apenas em setembro, período no qual a indústria também deve expandir a produção. O aumento da oferta a partir de setembro deve estimular a abertura de mais fábricas para o processamento de suco. Essa menor oferta paulista ainda teve pouco impacto na Bolsa de Nova York, onde é negociado o suco de laranja e que muitos produtores, inclusive, ainda estão com contratos fechados em safras anteriores com preços muito abaixo dos negociados neste ano. O que será o grande diferencial no curto prazo é a demanda no mercado europeu que pode estimular melhores negócios. Além disso, os acordos já estão sendo fixados, em sua maioria, em moeda nacional, visto que o dólar desvalorizou significativamente em relação ao real. Esse é um excelente momento para o Brasil, mas ao mesmo tempo crítico porque se não cuidar do manejo do greening. As exportações de suco integral pasteurizado (NFC em inglês), o suco fresco cresceram 36,6% na última safra e garantiram o aumento de 3% da receita total do setor, que foi de US$ 1,86 bilhão.
Fonte: DCI. Revisado por Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.
