Notícias

Últimas Notícias

SDE adia abertura de documentos da Citrovita

08 de janeiro | 2010

Artifícios jurídicos fazem com que a secretária Mariana Tavares de Araújo, por cautela, prorrogue o deslacre para a próxima semana.


 


A abertura dos documentos apreendidos na sede da Citrovita, em Catanduva durante a Operação Fanta, em 2006, agendada para as 10h desta sexta-feira (8) na sala de reuniões da SDE (Secretaria de Direito Econômico), não aconteceu.


Por cautela, a secretária Mariana Tavares Araújo, decidiu transferir o processo para a próxima semana. Apesar de estarem intimados, os representantes da Citrovita, sem demonstrar qualquer justificativa, não compareceram para fiscalizar o ato. “Por mudança ou ampliação do quadro de advogados que representam a Citrovita, não intimados por serem recentemente constituídos, a SDE optou por postergar o deslacre comprometendo-se a agendar nova data na próxima semana, intimando todos os advogados da empresa para evitar qualquer alegação de nulidade”, explica o advogado Luiz Régis Galvão Filho, do depto. Jurídico da Associtrus.


Para Flávio Viegas, presidente da Associtrus,  principal responsável pelo desencadeamento da Operação Fanta, trata-se de mais um artifício jurídico da indústria que teme pela análise dos documentos apreendidos. “Isto confirma a preocupação da indústria com a comprovação do cartel, afinal, se eles tivessem a consciência tranqüila não haveria problema em abrir os documentos. Além disso, eles não arrastariam por tanto tempo um processo que tem alto custo político e financeiro. Vamos aguardar a nova data e estaremos presentes para acompanhar de perto a abertura do material apreendido”, diz Viegas.


 


Crédito: Associtrus

Imprimir