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A Associtrus e as negociações.
18 de julho | 2006
Os furacões na Flórida, a queda constante na produção internacional e nacional, o aumento da demanda externa, o fator cana-de-açúcar, etc., já seriam fatores suficientes para determinar mudanças na relação Indústria e produtores, mas, como já vimos anteriormente, nada aconteceria, sem a reorganização da representatividade dos Citricultores, através da ASSOCITRUS.
A Associtrus recebeu com otimismo e esperança a participação do Governo, representado pelo Senador Aloízio Mercadante, na tentativa de intermediação do conflito entre citricultores e indústrias de processamento.
Porém, ao longo destes quatro meses e mais de dez reuniões, pouco avançamos. As propostas da Associtrus de reajuste dos contratos em vigor e da criação do Consecitrus foram desconsideradas e ficou evidente a intenção de favorecer as indústrias, interrompendo as investigações na SDE e de prestigiar a FAESP em detrimento da Associtrus.
Para facilitar as negociações, a Associtrus dipôs-se a aceitar o bônus linear e para todos os contratos, de US$1,20 por caixa, para a safra 2006/2007, porém sem abrir mão das demais reinvindicações como:
1.Prosseguimento nas investigações da “Operação Fanta”, sem que haja acordo condicionante de interrupção;
2.Adoção do CONSECITRUS, modelo semelhante ao Consecana, mas com particularidades do setor citrícola, incluindo assim o frete e colheita por conta das indústrias;
3.Remuneração da caixa de laranja compatível com os seus custos de produção, investimentos e riscos.
4.Alteração nos estatutos do FUNDECITRUS e representação dos produtores, dando maior transparência e eqüidade entre indústria e produtores.
Tais pontos não encontram respaldo nas Indústrias, na FAESP e no Senador, que não os colocam na atual negociação, estando assim contrários às condições que a ASSOCITRUS vê como harmonizadoras e duradouras no setor.
O momento é de definição e união, por isso é imprescindível que os produtores saibam o que a ASSOCITRUS vem pleiteando nas negociações.
A saída da Associtrus não impede que o bônus de US$ 1,20 seja liberado imediatamente, visto que os citricultores, descapitalizados por mais de 15 anos de submissão a esse oligopólio, não têm condições de cobrir os custos de colheita e frete desta safra.
Atenciosamente,
ASSOCITRUS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CITRICULTORES
