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Associtrus apóia “agenda positiva” defendida pelo Secretário da Agricultura.

02 de agosto | 2007

A iniciativa do secretário de Agricultura e Abastecimento, João Sampaio Filho, de estabelecer uma “agenda positiva” para a citricultura paulista é apoiada pela Associtrus (Associação Brasileira de Citricultores), que entende que, há tempos, a cadeia citrícola precisa se harmonizar.
O secretário convidou as grandes indústrias de suco de laranja, como Cutrale, Citrosuco, Louis Dreyfus Commodities e Citrovita, para uma reunião fechada na próxima segunda-feira (6/8). “Estamos sempre em contato com a Secretária da Agricultura e acreditamos que esta iniciativa do secretário vem se somar ao esforço de dar mais transparência à cadeia citrícola de S.Paulo”, observa o presidente da Associtrus, Flávio Viegas.
Na pauta da reunião do dia 6, estarão questões como as ameaças sanitárias aos pomares, o desejado aumento das vendas no país e a abertura de novos mercados para o produto no exterior. “Esperamos que, a partir desta “agenda positiva”, a Secretaria acompanhe mais de perto o mercado da laranja e do suco no Brasil e no exterior”, diz Viegas.
Para João Sampaio, assuntos considerados fundamentais para a citricultura vêm sendo deixados em segundo plano por conta das investigações de um suposto cartel entre as empresas e das desgastantes negociações entre citricultores e indústrias para o reajuste dos preços de fornecimento da fruta para a produção do suco de laranja. O secretário informou que não irá discutir questões como cartel e preços.
Reunião semelhante com os produtores de laranja também deverá ser realizada, mas João Sampaio disse que “como o setor produtivo mantém contato permanente com a Secretaria, as posições estão claras”.
Medidas – O interesse da Secretaria da Agricultura pela cadeia citrícola deve agilizar medidas de apoio aos pequenos e médios produtores, já que o órgão poderá atualizar informações do setor a partir o recebimento do Relatório de Greening, entregue pelos produtores paulistas no último dia 31. Com os dados em mãos, será possível, inclusive, dar andamento ao projeto Geosafras. “Com as informações do relatório, será possível saber onde estão localizados os pomares, o tamanho das propriedades, a quantidade de árvores, enfim, dados que poderão colaborar para a elaboração do Geosafras, que é de extrema importância para os produtores”, observa Viegas.

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