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Associtrus se posiciona a respeito do Consecitrus na Feacoop
13 de agosto | 2010
Crédito: Associtrus
Em entrevista coletiva, diretores da Associação expuseram os motivos que fazem com que a Associtrus insista numa revisão das propostas feitas pelas indústrias.
O presidente da Associtrus, Flávio Viegas, e o presidente do Conselho da associação, Renato Queiroz, receberam os jornalistas em entrevista coletiva na quarta-feira (11/8), no estande da associação na 11ª Feacoop (Feira de Agronegócios Coopercitrus), para expor a real situação das negociações com vistas à elaboração do Consecitrus.
Na oportunidade, Renato Queiroz, um dos representantes da Associtrus nas negociações, frisou que “o que está sendo divulgado pela indústria não foi aprovado, nem assinado pela mesa de negociação. Os pontos divulgados pela indústria em jornais de grande circulação, não são os que os citricultores querem. A indústria, mais uma vez, quer impor sua posição para a opinião pública”.
Para a Associtrus, a remuneração do produtor deve ser feita com base no preço do produto final. “80% do suco exportado vai para o mercado europeu e 20% para os EUA. A indústria quer elaborar a remuneração com base nos valores da bolsa de Nova York, que negocia apenas o suco concentrado e que, por representar apenas 20% das exportações, é facilmente manipulada por elas mesmas já que mantêm sedes no Brasil e nos EUA”, diz Renato acrescentado que “o preço justo é o preço feito a partir do valor final pago pelo consumidor”.
O presidente da Associtrus receia que o Consecitrus seja usado pelas indústrias como uma tentativa de encerrar as investigações de cartel que correm na SDE. “O Consecitrus é uma bandeira da Associtrus. É muito estranho, repentinamente, a indústria aceitar a proposta e querer resolvê-la em 60 dias, ou seja, este posicionamento demonstra que o real interesse da indústria não é melhorar a remuneração do produtor e sim usar o Consecitrus para interromper as investigações de cartel que correm na SDE e que devem ser concluídas até o final deste ano. Não somos contra um TCC desde que dois pontos sejam considerados: 1º – que o Consecitrus seja elaborado conforme a Associtrus o idealizou; e 2º – que seja paga uma indenização para o produtor que, por conta do cartel, está endividado e não tem condições de aproveitar um eventual novo sistema de remuneração que garanta lucratividade. Se a indústria aceitar uma proposta que abranja estes dois pontos, estamos prontos para resolver o Consecitrus no momento que eles quiserem”, finaliza Viegas.
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