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Citricultores reclamam de descumprimento de acordo.
12 de janeiro | 2007
Alguns produtores de laranja reclamam que a Cutrale não estaria cumprindo o acordo de preço firmados com a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) no final do ano passado, que estabeleceu um piso de US$ 4 para a caixa de 40,8 quilos. Segundo Flavio Viegas, presidente da Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus), vários produtores estão insatisfeitos com os contratos, porque as empresas estariam atrelando o pagamento à assinatura de um contrato de fornecimento de mais dois anos. ?Ligaram-me [citricultores] e disseram estar enfrentando este problema. Como o setor produtivo está endividado, muitos estão concordando com estas propostas?, conta.
Marco Antônio dos Santos, diretor da Faesp, diz que não há problemas com o acordo e que há expectativas de que nos próximos meses as empresas Coinbra e Citrosuco também firmem um pacto com o setor produtivo. Segundo ele, o acordo foi um bônus que o produtor conseguiu para a safra de 2006. ?Com a desvalorização do dólar frente ao real, os citricultores tiveram sérios problemas financeiros e ainda estão tendo?, diz. Santos lembra que no contrato existe ainda um cláusula que atrela o preço à variação da Bolsa de Nova York e graças a ela, muitos produtores vão conseguir ganhos de até US$ 1,5 a mais por caixa. Outras reuniões com a Cutrale devem ocorrer em março para definição de preços para a próxima safra.
Em nota, a Cutrale negou veemente que estaria impondo condições para cumprir o acordo e que ?está seguindo rigorosamente o documento assinado na Faesp (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo), no dia 20 de dezembro de 2006, que prevê um piso de US$ 4 a caixa de laranja, além de um adicional dependendo do valor do contrato?, diz a nota. (Fernanda Manécolo)
Tribuna Impressa
12/1/2007
