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Cítrus terão verba para combater o greening, assegura secretário.
18 de setembro | 2007
A verba emergencial de combate ao greening, principal doença da citricultura mundial, está garantida, assegurou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, João Sampaio, após se reunir ontem com representantes das principais processadoras de suco de laranja do País.
A reunião ocorreu em meio a um impasse, entre as quatro grandes processadoras de suco de laranja, que ameaça a assinatura de um convênio que prevê repassar, ao Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecítrus), R$ 6 milhões para ações emergenciais de combate à doença.
Sampaio informou que fez um apelo às indústrias para que cheguem a um consenso até a próxima segunda-feira (24/09).
“Tudo indica que as empresas vão formalizar o repasse ao Fundecítrus”, afirmou. Segundo o secretário, além da verba emergencial proveniente do setor privado, o programa de combate ao greening contará com mais R$ 2 milhões do Fundecítrus. Mas, o secretário acredita que o ideal seria destinar R$ 10 milhões por ano para combater a doença. Para tanto, a Secretaria de Agricultura de São Paulo vai pleitear recursos junto ao Ministério da Agricultura.
João Sampaio informou que para combater o cancro cítrico que ataca os laranjais do País são gastos R$ 40 milhões por ano.
Impasse
O projeto, elaborado pelo Fundecítrus, prevê que Cutrale, Citrosuco, Citrovita e Louis Dreyfus Commodities destinassem R$ 1,5 milhão cada uma ao fundo. Só que a LD Commodities está se recusando a pagar esse valor e propôs contribuir com R$ 900 mil, valor correspondente aos cerca de 15% que possui no mercado de suco de laranja.
A Louis Dreyfus informou ontem por meio de sua assessoria de imprensa, que mantém sua posição e informa que pode pagar os R$ 1,5 milhão propostos pelo Fundecítrus, desde que as demais processadoras paguem um valor maior, baseado nas participações de mercado.
A assinatura do convênio está prevista para ocorrer no dia 24, na cerimônia de comemoração aos 30 anos do Fundecítrus.
A doença se espalhou no Estado de São Paulo e já atingiu pomares citrícolas em 131 municípios. O greening é causado pela bactéria Candidatus liberibacter, não tem cura e não existem variedades cítricas resistentes a ela. As únicas ações contra a doença, que mata as plantas cítricas, são a erradicação das árvores contaminadas, vistorias constantes nos pomares e o controle químico do inseto transmissor do greening.
Fonte: Luciana Villar, do DCI
