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Clima: La Niña ainda não é consenso entre meteorologistas

28 de março | 2007

O ano vai ser relativamente mais seco que o normal, em razão do fenômeno climático La Niña que é influenciado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico. As regiões que serão mais afetadas pelo fenômeno são a região Sul, Sudeste e parte da região Centro-Oeste, enquanto que no Norte e Nordeste o clima será chuvoso e com precipitações acima da média, seegundo alerta do meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Luiz Lazinski. O frio vai chegar mais cedo este ano, e provavelmente o outono será mais frio, segundo Lazinski. No meio do inverno o calor volta e as temperaturas devem ficar acima da média, fenômeno semelhante ao que ocorreu em 2006. A partir de meados de agosto e setembro, o frio volta com muita intensidade. Mais uma vez deve ocorrer geadas tardias que podem prejudicar as lavouras de trigo no Sul. Porém, a ocorrência da La Niña ainda não é consenso entre os meteorologistas. A tendência para os próximos meses é de neutralidade, segundo André Madeira, da Climatempo. Segundo ele, existe a possibilidade de surgir a La Niña a partir de final de junho a julho. Mas é uma tendência, e não certeza, segundo ele. Para Expedito Rebello, chefe da Divisão de Pesquisas Aplicadas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno já está ocorrendo no Oceano Pacífico Equatorial, com o esfriamento das águas e a previsão é que os efeitos comecem a ser sentidos a partir da segunda quinzena de abril. Segundo ele, em anos de La Niña, há maior ocorrência de chuva no Nordeste e uma quantidade menor de precipitações. Também ocorrem temperaturas mais baixas no Sul e Sudeste do País. A previsão é de um ano de La Niña moderada. Segundo Paulo Etchitchury, da Somar Meteorologia, a atmosfera ainda reage a um padrão final do El Niño, mas no oceano já se observam águas com indicativos de algumas áreas mais frias que o normal. A previsão dele é que a influência do La Niña ocorra mais para o final do outono. Começamos o ano com uma condição e ao longo do próprio ano com situação inversa, segundo ele.
Fonte: Gazeta Mercantil

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