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Florida: furacões voltam a ameaçar a safra 2007/2008
22 de maio | 2007
Há 75% de chance de que a temporada de furacões do Atlântico que começa em 1º de junho deste ano e vai até 30 de novembro fique acima do normal. São previstas de 13 a 17 tempestades, sete a dez furacões, e de três a cinco furacões de grande magnitude, segundo previsões da Administração Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA em inglês). Segundo a NOAA, a região do Atlântico está no meio de um período de longo prazo de intensa atividade de furacões, com cada vez mais probabilidade de que eles atinjam o continente americano. Apesar da previsão de uma temporada ativa, ele destacou que é a intensidade, e não o número de tempestades que importa. Entre 1950 e 2000, a temporada de furacões do Atlântico registrou uma média de 9,6 tempestades com nomes, 5,9 furacões e 2,3 furacões mais fortes. A temporada 2006 ficou abaixo da média, com 10 tempestades, 5 furacões e 2 furacões mais intensos. Segundo a NOAA, não é possível dizer quantas tempestades podem chegar ao continente ou que locais elas poderão atingir. Mas, historicamente, em temporadas ativas, de 2 a 4 furacões atingem a terra nos EUA. Os EUA estão no meio de um período de longo prazo de atividade ativa de furacões, e a temporada relativamente fraca no ano passado não é um indicador de que a ameaça de furacões esteja diminuindo. Segundo a NOAA, esse período de forte atividade vem ocorrendo por 12 anos e não está claro o quanto pode durar. O esperado aparecimento do fenômeno La Niña nos próximos meses aumenta as expectativas de uma temporada ativa. A La Niña traz condições opostas às do ano passado, quando o El Niño reduziu a força de potenciais tempestades. A La Niña é caracterizada pelo esfriamento do Oceano Pacífico, o que causa impactos globais. Mesmo se o fenômeno não se desenvolver fortemente nos próximos meses, ainda há outros indicadores de uma temporada ativa. Em abril, meteorologistas da Colorado State University previram uma probabilidade de uma em quatro de que pelo menos um grande furacão pode atingir a região do Golfo do México.
Fonte: Carlos Cogo
