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Fusão Citrovita Citrosuco

25 de maio | 2010

Paulo Celso Biasioli



A recém oficialmente anunciada fusão entre as empresas Citrovita (Votarantim) e Citrosuco (Fischer) termina um ciclo de boatos e rumores que durou cerca de um ano e abre outro: como ficará o setor daqui para frente?



Sem dúvidas existirão versões das mais variadas e especulações típicas do setor. Muita coisa há de rolar neste rio de suco.



Algumas questões podem e de devem ser comentadas:
1. De cara deverá sobrar mão de obra, alguém sempre sobra nestes casos e não adiantam promessas e garantias; passam-se 6 meses e a poda há de começar!



2. Regionalmente algumas unidades processadoras, na fusão, se tornam inviáveis, pois é sabido que há mais extratoras instaladas em SP do que fruta disponível (mais ou menos assim; temos capacidade para processamento de cerca de 400 milhões de caixas/safra e há tempos não passamos de 350 milhões). Portanto fábricas serão fechadas temporariamente ou permanentemente.



3. Aos produtores a incerteza de negociações e preços, pois um comprador sairá do jogo,



4. Aparentemente pelas próximas 2 safras, pelo fato de se esperar produções pequenas, tanto no Brasil, como na Flórida os preços por caixa não serão espremidos,



5. O mercado externo reagirá de forma não sabida visto que a nova “concentração” também terá efeito no suprimento e no preço dos produtos e subprodutos cujo efeito e riscos de eventuais não fornecimentos são terríveis para o comprador.



Uma interrogação já está colocada: como ficará a posição no ranking nacional? A Cutrale primeira colocada há anos, passaria para o segundo lugar passivamente?



Pelos dados de safras anteriores, no caso de somatória de produção entre Brasil e Florida, Cutrale estaria levemente superior se comparada com a nova empresa. Em contrapartida, a capacidade e logística da nova empresa, segundo dados não oficiais, seria maior e mais abrangente.



Porém temos que considerar que ainda é cedo para conclusões e há também que se aguardar a posição oficial do CADE; mas uma coisa é certa:



“O jogo está aberto, os peões se foram! Restando bispos, torres, reis e rainhas: qual o próximo lance?”

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