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Grupo paulista vai investir R$ 1,5 mi na citricultura baiana
14 de junho | 2010
A informação é do secretário da Agricultura da BA, Eduardo Salles
Atraídos pela segurança fitossanitária da Bahia, estado declarado livre
das doenças da citricultura pelo Ministério da Agricultura, os empresários
Frederico Guilherme Ivers, Guilherme Corte Ivers e Mauro Fagote confirmaram na
abertura da 32ª Semana da Citricultura, em Cordeirópolis, SP, que vão investir
no Oeste da Bahia. Segundo Guilherme Ivers, inicialmente será investido R$ 1,5
milhão para a plantação de laranjas no município de Correntina, numa área de 300
hectares. As negociações estão sendo finalizadas com a Desenbahia, depois do que
ele dará início às operações.
Nesta segunda-feira (7), o secretário
Eduardo Salles, acompanhado pelo superintendente de Política do Agronegócio,
Jairo Vaz, pelo diretor de Defesa Vegetal da Adab, Armando Sá, pelo diretor de
Administração e Finanças da Desenbahia, Marco Aurélio Félix Cohin Silva, e pelo
diretor presidente da Special Fruit, Suemi Koshiyama, visitou a indústria
Citrosuco do grupo Fischer, onde explicou o motivo de sua visita à São Paulo:
atrair novos investimentos na citricultura, especialmente na região Oeste, e a
implantação de indústrias para a verticalização da cadeia produtiva da
citricultura.
A comitiva baiana foi recebida pelo gerente da divisão de
comercialização de frutas, Edson Luiz Rigoto, através do qual convidou o grupo
Fischer para conhecer as regiões produtoras de citricultura na Bahia, que são o
Território Litoral Norte, a Chapada Diamantina, região de Mucugê, o Vale do São
Francisco e o Oeste. Além disso, fez contato com o diretor corporativo do grupo
Cutrale, Carlos Viacava, que também foi convidado a vir à Bahia.
Segundo
Eduardo Salles, a decisão deste grupo de investir na região Oeste é o primeiro
passo que logo será seguido por outros grupos paulistas. A curto prazo, diz o
secretário, a ideia é que seja implantada uma agroindústria ou que sejam feitas
parcerias com antigas empresas do segmento, hoje desativas. A longo prazo,
continua ele, o objetivo é implantar indústrias, com foco na citricultura
empresarial do Vale do São Francisco e na região Oeste.
Além de ter
grande potencial e áreas para crescer, tanto no Território Litoral Norte quanto
no Oeste, a Bahia tem a grande vantagem de ser Estado reconhecido pelo
Ministério da Agricultura como livre da Pinta Preta, Cancro Cítrico, Mosca Negra
dos Citros, Morte Súbita e Greening, doenças que acometem os citros.
A
produção de laranja na Bahia destaca-se nos municípios de Inhambupe, Itapicuru e
Rio Real e Cruz das Almas. O cultivo do limão vem sendo realizado nos perímetros
irrigados, destacando-se os municípios de Barreiras, São Desidério, Itaberaba,
Prado, Caravelas e Juazeiro. Cerca de 60% da produção baiana é consumida in
natura pelo mercado interno. Os 40% restantes, que vão para a indústria, sendo
processados em Sergipe, no município de Estância, por falta de indústrias
locais.
