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Mapa reforça controle de pragas em citros
01 de fevereiro | 2008
O controle da Pinta Preta, fungo que ataca a laranja e compromete a exportação do produto, especialmente para União Européia, será tema de reuniões técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com representantes do setor produtivo de citros, a partir de fevereiro. Os critérios de controle da praga foram publicados na Instrução Normativa Nº 3, publicada no Diário Oficial da União, no dia 9 de janeiro.
Maior produtor mundial, com cerca de 1 milhão de hectares e 16 milhões de toneladas/ano de laranja, o Brasil fatura US$ 1,5 bilhão com a exportação da fruta e subprodutos (suco, ração, óleo, tintas e vernizes). A cadeia produtiva da laranja gera mais de 400 mil empregos, diretos e indiretos, no país. Baldini lembra que só as exportações da fruta in natura superam 26 milhões de dólares anuais e o Brasil se prepara para conquistar também o mercado asiático.
Como a praga, também conhecida como Mancha Negra dos Citros, não ocorre na Europa, os países importadores da fruta exigem do Brasil um rigoroso controle da produção. Segundo o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) do Mapa, José Geraldo Baldini, as reuniões, que devem começar pelo estado de São Paulo, contarão com a participação de técnicos dos órgãos executivos de defesa sanitária vegetal, das secretarias estaduais de agricultura, de produtores de citros e empresários e exportadores de laranja.
Baldini explica que o Mapa criou um sistema de manejo de risco para a Pinta Preta que inclui o cadastramento das propriedades e seu registro no ministério, o controle preventivo e curativo (aplicação de produtos na fruta), poda e outros manejos dos laranjais, além de inspeção federal nas casas de embalagens 30 dias antes da colheita das laranjas. Também nos pomares são coletadas amostras para realização de testes laboratoriais de indução, capazes de provocar o aparecimento de sintomas da praga.
Por último, é realizada uma inspeção, aleatória, por amostragem antes da embalagem do produto destinado à exportação. Baldini diz que esses procedimentos foram discutidos e acordados com representantes da União Européia e devem abrir novos mercados para a laranja brasileira.
Segundo o diretor do DSV, esse conjunto de ações tem reduzido significativamente a rejeição de partidas de citros pela a União Européia. “Elas caíram de 63, em 2006, para apenas 7 no ano passado, o que comprova a necessidade da implementação da Instrução Normativa Nº 3, de 9 de janeiro/2008) para o efetivo controle da praga”, observa Baldini.
Data Edição: 01/02/08
Fonte: Mapa
