Notícias

Últimas Notícias

Os pequenos são maioria.

30 de setembro | 2008

Estudo mostra que 95% dos citricultores paulistas são donos de pomares de 34,3 hectares em média







Dados preliminares do levantamento de campo feito pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, mostram que 95% dos citricultores paulistas são pequenos produtores, donos de pomares de 34,3 hectares, em média, onde são cultivadas 11,6 mil plantas.


A Cati já compilou 80% do Levantamento Censitário de Unidades de Produção Agropecuária (Lupa), que foi feito em 18.030 propriedades paulistas e um total de 617,9 mil hectares de pomares – a maior área citrícola do mundo. Metade dos citricultores paulistas tem propriedades com até 9,7 hectares e até três mil plantas.


Os dados preliminares foram divulgados durante a Semana da Citricultura, ocorrida em Cordeirópolis, pela pesquisadora Priscilla Rocha Silva, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), órgão da secretaria. O levantamento indica que 12,1% da área e 11,9% das plantas são irrigadas em propriedades com citros em São Paulo e que a produtividade nessas áreas é de 90 quilos (ou 2,2 caixas de 40,8 quilos) por pé. Já em áreas sem irrigação, a produtividade é de 80 quilos ou 1,96 caixa por pé.


Quando os dados finais foram divulgados, o Lupa deve apontar que a área de citros paulista não diminuiu desde 2001, mas que cidades como Catanduva e Jaboticabal cederam de 34% a 41% da área de laranja para outras culturas. Em compensação, Itapeva, Avaré, São João da Boa Vista e Jales tiveram até 16% de aumento nessas áreas e os pomares de Bauru, Botucatu e Araraquara cresceram entre 16% e 32%.


CAPACITAÇÃO
Outro dado mostra que o citricultor paulista é o mais capacitado e com maior nível de instrução entre todos os outros, mas – como a maioria – não se organiza em associações de classe. “O citricultor é o que tem o maior acesso à informação, com grande número de propriedades com alguém com curso superior completo”, diz Priscilla. “No entanto, como qualquer outro produtor, é desorganizado”, fala.


Os dados sugerem que apenas 25,6% dos produtores de citros participam de algum tipo de associação, 35,7% são sindicalizados, 30% usam crédito rural e só 40% fazem contabilidade corretamente.



Fonte: Agência Estado – São Paulo

Imprimir