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Paraná tem potencial para liderar a produção de suco de laranja
09 de abril | 2009
A indústria de sucos da Integrada terá como prioridade produzir e exportar suco concentrado de laranja para o mercado europeu e asiático. O Paraná tem como objetivo alcançar o segundo posto no ranking dos maiores produtores do País e aproveitar a lacuna deixada pela queda de produtividade de dois gigantes da laranja.
Um deles é o estado de São Paulo, com produção estimada para a safra 2008/2009 de 310 milhões de caixas. O outro grande produtor de laranja é o estado da Flórida, nos EUA, que deve colher 158 milhões de caixas.
Segundo estimativas da Cepea/Esalq, a safra paulista deve ter uma redução de 50 milhões de caixas, enquanto o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) projeta uma redução de 8 milhões de caixas. “”Com a queda na produção desses grandes produtores, aumenta a demanda e alguém terá que preencher esse espaço””, pondera o supervisor administrativo da cooperativa, Edson Guilherme, responsável pelo projeto da indústria.
Para atingir esse objetivo, o clima e a qualidade do solo norte-paranaense são dois ingredientes importantes e que ajudam bastante no potencial de rentabilidade. Segundo o engenheiro agrônomo da Integrada, e responsável técnico do projeto, Paulo Emerson Carvalho, no Estado essas condições são altamente favoráveis à citricultura.
Primeiro, pela qualidade do solo, mais fértil em comparação com os solos onde a citricultura paulista está instalada, por exemplo, possibilitando ao citricultor paranaense reduzir custos com fertilizantes com relação aos produtores de São Paulo.
Além disso, segundo ele, o Paraná possui menor incidência de problemas fitossanitários graves, por serem áreas novas e isoladas. “Aqui, o pomar é como uma ilha no meio das grandes culturas. Tudo isso representa menor custo de produção e maior potencial produtivo”, argumenta.
Carvalho diz ainda que esse binômio, solo fértil e baixo histórico de doenças e pragas, representa uma vantagem paranaense no disputado mercado da laranja.
Além do suco concentrado, a indústria pretende também trabalhar com subprodutos, como os óleos essenciais, usadas nas indústrias alimentícia e farmacêutica; o d”limone, utilizado em solventes de resina, borracha, tintas e fabricação de adesivos; e o farelo de polpa cítrica, que serve como ração animal.
Fonte: Folha de Londrina
