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Pequeno citricultor é maioria em SP.
12 de junho | 2008
| (11/06/2008) |
Dados preliminares do levantamento de campo feito pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, mostram que 95% dos citricultores paulistas são pequenos produtores, donos de pomares de 34,3 hectares, em média, onde são cultivadas 11.600 plantas. A Cati já compilou 80% do Levantamento Censitário de Unidades de Produção Agropecuária (Lupa), que foi feito em 18.030 propriedades paulistas e um total de 617.900 hectares de pomares, a maior área citrícola do mundo. Metade dos citricultores paulistas tem propriedades com até 9,7 hectares e até 3 mil plantas. Semana da citricultura Os dados preliminares foram divulgados durante a Semana da Citricultura, em Cordeirópolis (SP), pela pesquisadora Priscilla Rocha Silva, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), órgão da Secretaria. O levantamento indica que 12,1% da área e 11,9% das plantas são irrigadas em propriedades com citros em São Paulo e que a produtividade nessas áreas é de 90 quilos ou 2,2 caixas de 40,8 quilos por pé. Já em áreas sem irrigação, a produtividade é de 80 quilos ou 1,96 caixa por pé. Quando os dados finais foram divulgados, em cerca de dois meses, o Lupa deve apontar que a área de citros paulista não diminuiu desde 2001, mas que cidades como Catanduva e Jaboticabal cederam de 34% a 41% da área de laranja para outras culturas. Em compensação Itapeva, Avaré, São João da Boa Vista e Jales tiveram até 16% de aumento nessas áreas e os pomares de Bauru, Botucatu e Araraquara cresceram entre 16% e 32%. Capacitação Outro dado mostra que o citricultor paulista é o agricultor mais capacitado e com maior nível de instrução entre todos os outros, mas, como a maioria, não se organiza em associações de classe. “O citricultor é o que tem o maior acesso à informação, com grande número de propriedades com alguém com curso superior completo”, diz Priscilla. “No entanto, como qualquer outro produtor, é desorganizado.” Os dados sugerem que apenas 25,6% dos produtores de citros participam de algum tipo de associação, 35,7% são sindicalizados, 30% usam crédito rural e só 40% fazem contabilidade corretamente. |
Fonte: Estado de São Paulo |
