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Safra da laranja

10 de julho | 2008

  Começou a colheita da laranja em São Paulo, maior produtor nacional. Na região de Taquaritinga pelo menos 40 mil empregos devem ser gerados.


De agora até dezembro o laranjal é todo movimento. Só no interior de São Paulo, o maior Estado produtor de laranja do país, o começo da safra abre 40 mil postos de trabalho no campo.


O trabalhador rural David Aparecido Schiavolin perdeu o trabalho de tratorista em usina da região. Mas não ficou nenhuma semana sem trabalho. “A gente não pode ficar parado. Tem que trabalhar”, justificou.


O Estado é responsável por 79% da produção nacional. Este ano, a colheita deve ser de 310 milhões de caixas de 40,8 quilos. Um número 15% menor em relação à safra passada. Chuvas fora de hora em julho de 2007 prejudicaram a florada.


 “Choveu. Ela recebeu estimulo para florescer. Ela floresceu. E depois ela recebeu estimulo para parar. Aí, por causa da seca, ela joga fora o fruto”, explicou agrônomo Sérgio Bellentani.


A grande maioria dos produtores tem contrato de venda antecipada com as indústrias. O agricultor Orlando Previdelli, de Taquaritinga, fechou negócio a US$ 3,40. Como o dólar caiu, ele não está nada satisfeito com o preço que recebe. “Da laranja precisávamos ter uma renda que cobrisse todos os imprevistos. Tudo ficar nas custas do produtor não pode mais continuar”, reclamou.


Depois de dois anos de insatisfação, o agricultor Luís Fernando Cazare decidiu abandonar os contratos de venda antecipada. Nesta semana, ele acaba de negociar metade da colheita a R$ 12,00 a caixa. Ele sabe que corre risco, mas acredita que os preços vão subir.


Quem tem contratos antigos, fixados a US$ 3,40, está recebendo, nos valores de hoje, cerca de R$ 5,50 pela caixa, metade do que está sendo praticado no portão das indústrias.


 


Data Edição: 10/07/08   


Fonte: Globo Rural   

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