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Setor discute novo contrato

10 de abril | 2006

A citricultura quer importar um modelo do setor canavieiro. A negociação entre Cutrale e produtores prevê a criação do Consecitrus, um fórum – como o Consecana – para se discutir a relação econômica entre a indústria e os citricultores. Um ponto polêmico do Consecitrus é a volta do “contrato padrão”, que a Cutrale chama de “contrato base”.

O contrato padrão foi uma invenção do setor que vigorou por cerca de 10 anos a partir de 1985. O modelo foi abandonado em 1995 sob alegação de que o mecanismo estimulava a negociação coletiva de preços e se configurava cartel. O setor enfrenta investigações da Secretaria de Direito Econômica (SDE) por herança desta época.

A negociação entre a Cutrale e a Associtrus prevê a criação de uma fórmula de preços. A nova fórmula do “contrato base” prevê, segundo Flavio Viegas, da Associtrus, a definição de preço mínimo suficiente para bancar os custos de produção e adicionais por qualidade e rendimento da fruta. Com preços internacionais altos, como os praticados neste momento (superior a US$ 2,1 mil por tonelada), haveria a divisão entre indústria e produtores. A Cutrale aceita a discussão do Consecitrus, mas afirma que terá de haver concordância das outras indústrias.

(Crédito: Agnaldo Brito – O Estado de S. Paulo)