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Stephanes diz que pela primeira vez em 40 anos agricultura é prioridade

04 de julho | 2008

SÃO PAULO – O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem, durante a apresentação do Plano Safra 2008/2009 que esta é a primeira vez, em mais de 40 anos de sua vida política, que a Agricultura é uma prioridade de governo. Para ele, isso representa ter assumido o ministério em um momento privilegiado. “Não é uma posição do ministro da Agricultura . É uma posição de governo. É o governo que acha que a Agricultura é importante”, afirmou.

Em relação ao plano, o ministro disse que é para uma safra, mas vem com outros projetos duradouros. “O Plano Agrícola e Pecuário vem para a próxima safra, mas, paralelamente a isso, é lançada uma série de outros programas ou instrumentos que vão estruturar a agricultura a médio e longo prazos.” Segundo ele, o próximo plano de safra já poderá ser lançado abrangendo um período maior. “Em outros países os planos são para cinco anos. Para o próximo, já estudamos um período de maior elasticidade, para sair da anualidade.”

Stephanes, afirmou ainda que é contra qualquer imposto na importação de fertilizantes. “A tendência é desonerar. Taxar importação, nunca”. Ontem circularam rumores de que o governo poderia taxar as importações de fertilizantes para estimular a produção interna. Em relação aos insumos, o ministro disse que um dos pontos defendidos pelo Ministério da Agricultura é o fim da cobrança do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), que é de 25% do frete e que incide sobre as importações de insumos agropecuários. “A cobrança acaba por encarecer o produto final que é oferecido ao agricultor”, explicou.

Sobre o plano de safra, o ministro destacou duas medidas. A primeira é uma linha de crédito que terá juros de 2% ao ano para financiar o investimento na agricultura familiar. A segunda medida é um programa para recuperação de áreas degradadas que contará com recursos de R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terá taxa de juro máxima de 6,75% ao ano. O Plano Agrícola prevê um volume de crédito de R$ 78 bilhões para o setor. Desse total, R$ 65 bilhões se destinam agricultura empresarial e R$ 13 bilhões, agricultura familiar.


DCI 03/07/08 –  AGRONEGÓCIOS


 


 

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