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Suco: preço futuro pode chegar a 140 cents em 2006

20 de dezembro | 2005

Kansas City, 16 – O mercado americano de suco de laranja mudou muito nos últimos dois anos, depois que 40% da safra de laranja da Flórida foi perdida com a passagem de vários furacões em 2004 e 2005.

Em dois anos a produção de citros no estado despencou de 242 milhões para 162 milhões de caixas de 40,8 quilos, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Por conta disso os preços do suco de laranja concentrado e congelado atingiram os maiores níveis em sete anos neste mês e um aumento maior é esperado para 2006.

James Cordier, analista e presidente do Liberty Trading Group, avalia que, com tal cenário, os produtores vão esperar preços maiores para fixar contratos. Para ele, o primeiro vencimento pode subir a 140 cents por libra-peso no primeiro trimestre de 2006. Hoje o contrato janeiro fechou em 127,55 cents.

Jack Scoville, analista e vice-presidente do Price Futures Group em Chicago, prevê cotações entre 138 e 140 cents e suporte em 100 cents.

A quebra da safra também aumentou os preços da laranja no mercado físico. Na safra 2004/05 os preços da laranja precoce e de meio de safra era, em média, de 85 a 95 cents. No atual ciclo, 2005/06, eles estão entre 125 e 130 cents, de acordo com a Florida Citrus Mutual, maior grupo de produtores do estado. A laranja valência, uma variedade tardia, tem sido vendida por 150 cents a libra-peso, ante 120 a 130 cents na safra passada. O USDA informou recentemente que a safra de valência será a menor em dez anos.

Processadores como a Tropicana e a Florida’s Natural aumentaram os preços de seus produtos e os consumidores devem pagar entre 10 e 15 cents a mais por meio galão de suco nos supermercados.

Agora que a estação de furacões terminou a nova ameaça são as geadas, embora a produção tenha se deslocado tanto para o sul da Flórida nos últimos anos que é improvável que o clima gélido do inverno prejudique os pomares, dizem os analistas. Mas, adverte Cordier, os traders continuarão a negociar sob parâmetros climáticos até o término do inverno.

Para Judy Ganes-Chase, presidente da J Ganes Consulting, o grande obstáculo do mercado é a demanda, que caiu nos últimos anos com o sucesso das dietas com baixo teor de carboidratos.

Jim Quinn, analista de commodities da AG Edwards em Nova York, diz que se a demanda estivesse boa os preços futuros estariam muito mais altos. As informações são da Dow Jones.

Crédito – Ana Conceição – Agestado

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