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Retrospectiva da fruticultura 2007

07 de janeiro | 2008

 “Ações no mercado interno e externo auxiliaram a fruticultura brasileira”

Com uma produção de 41 milhões de toneladas – segundo dados do IBGE, de frutas tropicais, subtropicais e de clima temperado, “o Brasil tem grande potencial de atender a demanda crescente do mercado interno de frutas frescas que vem aumentando 4,5% ao ano; e de frutas processadas como os sucos e néctares de frutas que vem crescendo 14% ao ano” comenta Moacyr Saraiva Fernandes, presidente do Instituto Brasileiro de Frutas – Ibraf.


Para contribuir com o crescimento sustentado do setor o Ibraf desenvolveu em 2007 uma série de ações em parceria com o setor público e privado, visando a integração da cadeia para difundir as Boas Práticas Agrícolas na produção; ações de marketing nacional e internacional; e promover a junção do setor agrícola com o industrial para realização de produtos processados com maior valor agregado. O apoio político para o crescimento da fruticultura também foi buscado em 2007 com a Frente Parlamentar da Fruticultura que foi relançada com o acompanhando da nova legislatura e conta com a adesão de mais 200 deputados e senadores.




Exportações


As exportações de frutas frescas e processadas representam 31% de toda a produção brasileira, segundo Maurício de Sá Ferraz, gerente da Central de Serviços de Exportação do Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF.


Este ano, até novembro, foram exportadas 842 mil toneladas de frutas frescas, um aumento de 15% se comparado com o mesmo período do ano anterior. Entre as frutas com maior destaque estão a maçã com aumento de 96% no volume exportado; a uva com um crescimento de 30%; o melão e o limão tahiti que incrementaram o volume de suas vendas externas em 19%.


Apesar dos números apontarem um crescimento considerável, este aumento não está sendo refletido em forma de rentabilidade para as empresas brasileiras devido à valorização do real perante o dólar, aumento nos custos de produção e de logística, assim como acordos de livre comércio bilaterais entre países-alvo e países concorrentes do Brasil, vem comprometendo a competitividade dos empresários brasileiros no exterior.


Para auxiliar os produtores e exportadores a manterem-se ou entrar no mercado internacional o Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF desenvolveu uma série de ações de marketing internacional. Em 2007, o IBRAF promoveu em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – APEXBrasil, a participação de empresas brasileiras em cinco feiras internacionais que geraram US$ 35,6 milhões em negócios, somente durante os eventos. Foram também realizadas ações de degustação em 123 lojas supermercadistas da França e da Alemanha.


Buscando conscientizar o produtor sobre a importância em oferecer um produto com qualidade superior o IBRAF e SEBRAE-SP desenvolvem o Projeto Fruta Paulista que envolve 400 pequenos produtores de 7 regiões do Estado de São Paulo e visa capacitá-los em Boas Práticas Agrícola e desenvolver ações de marketing nacional e internacional.




Mercado nacional




Apesar desta conquista de novos mercados, resultando no aumento dos volumes exportados, o mercado interno continua sendo atrativo para o produtor de fruta in natura, visto que este absorve 95% e é o consumidor mais próximo do centro de produção, com melhor conhecimento das frutas produzidas no Brasil e que por isso frutas de qualidade precisam ser oferecidas para garantir o consumo.


Pequenos produtores envolvidos em cooperativas para o processamento de frutas estão sendo beneficiados por projetos do IBRAF que conta com a parceria da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, visando incentivar o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado. Dentro das ações deste projeto foi apresentado à ABDI o Plano Diretor Estratégico que irá direcionar todo o sistema agroindustrial das frutas. Ainda este ano será apresentado também o Termo de Referência para a Educação Profissional no qual foi definido as competências que o profissional deve ter para melhor conduzir o setor agroindustrial das frutas, desde a produção até a indústria. Este documento será apresentado posteriormente a todos os envolvidos com a educação e formação profissional do Brasil para que sejam implantados cursos profissionalizantes para esta atividade.




Fonte: Ibraf