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Oferta de laranja pode ser deficitária no médio prazo no Brasil.

09 de junho | 2008

 


Se o controle do greening continuar deficiente, dentre cerca de 5 anos, o avanço da doença pode causar falta de frutas cítricas para produção de suco no Estado de São Paulo, onde está a maior indústria do setor no mundo. Até agora, cerca de 4 milhões de plantas foram erradicadas por conta da contaminação pela doença. Entretanto, outras 50 milhões de plantas foram plantadas, a maioria pela indústria. Até agora não há um balanço negativo no setor, porque o número de plantas que entra em produção ainda é maior que as erradicações. Mas, se o controle da doença seguir do jeito que está é possível faltar fruta em quatro ou cinco anos. As cerca de 250 milhões de plantas cítricas do parque comercial brasileiro, localizado no Estado de São Paulo e no sul do Triângulo Mineiro, ainda são capazes de gerar as 300 milhões de caixas de 40,8 quilos para o processamento anual das indústrias e também entre 50 milhões e 80 milhões de caixas para o mercado interno. Para se proteger da falta da fruta, causada não só pelo greening, mas também outras pragas, as indústrias ampliaram a verticalização no setor, com pomares próprios ou contratos por até 15 anos com grandes fornecedores. Hoje as indústrias conseguem processar entre 130 milhões e 140 milhões de caixas de citros e, em pouco tempo, vão conseguir atingir 50% de sua necessidade. Por outro lado, com o controle do greening e com a ampliação do cultivo de citros, principalmente na região sudoeste de São Paulo, pode fazer com que o Estado volte a produzir 400 milhões de caixas de citros por safra em 2013/2014, o que não ocorre desde a safra 1997/1998. Em 2008/2009, devem ser produzidas, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), cerca de 360 milhões de caixas de citros, praticamente o mesmo volume da safra passada, números contestados pelos produtores, que apontam para uma quebra de, pelo menos, 20% a 30% na produção.


Fonte: Gustavo Porto