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Pesquisadores de greening traçam estratégias para erradicar doença no Brasil

05 de julho | 2008

Brasília (2.7.2008) Vinte especialistas em greening de São Paulo e do Paraná se reuniram, nesta quarta-feira (2), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com o objetivo de propor medidas para controle da doença considerada a mais grave para a citricultura mundial. Ainda nesta semana, será concluído documento sobre as ações, que será aprovado pelo Departamento de Sanidade Vegetal (DSV).


A atuação do grupo terá como base cinco diretrizes, elaboradas sob a ótica do produtor de citros. “Procuramos responder as perguntas que os agricultores fariam”, afirmou o pesquisador científico do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, Marcos Machado, que coordenará a rede. Para ele, o controle químico do vetor é uma estratégia de baixa eficiência na erradicação da doença e, atualmente, a redução do potencial de erradicação de plantas doentes é o método mais seguro de manejo.


As questões que direcionarão os pesquisadores são: como tratar a bactéria de maneira mais eficiente e com menos impacto ao ambiente; vale mais reduzir a doença com a eliminação de plantas ou com controle químico do vetor; como realizar um diagnóstico mais rápido, eficiente e barato; qual o comportamento do greening em relação ao ambiente, ao vetor, ao patógeno e ao hospedeiro; e como obter variedades comerciais resistentes ou tolerantes à praga.


O diretor do DSV, José Geraldo Baldini, pretende contar também com a participação de mais estudiosos em greening. “Queremos expandir as discussões para outros estados produtores de citros, como Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, informou.


A união da pesquisa brasileira contra o vetor do greening faz parte de uma força-tarefa acordada durante encontro do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, com representantes dos estados afetados pela praga, instituições de pesquisa e parlamentares, em junho, no Mapa.


Além desta ação, a Instrução Normativa 32, do Ministério da Agricultura, está em processo de revisão. Representantes da área vegetal das Superintendências Federais de Agricultura e das Secretarias de Agriculturas dos estados do Paraná, Minas Gerais e São Paulo, e do setor produtivo, se reuniram nessa terça-feira (1), para discutir as principais mudanças na legislação. Hoje, o produtor é responsável pelas inspeções de greening no pomar de citros de sua propriedade e pela eliminação das plantas contaminadas.


Entenda a doença O greening é a denominação popular de huanglongbing (HLB). A doença é considerada como a mais devastadora de citros no mundo porque afeta todas as variedades. Além disso, atinge a planta inteira, inclusive os frutos, com significativa perda de produção. A bactéria do HLB se multiplica rapidamente dentro da planta e dentro do vetor.


O sintoma da doença aparece em folhas, ramos ou frutos e se destaca pelo contraste com a coloração verde dos ramos não afastados. As folhas apresentam coloração amarela pálida com manchas irregulares. (Da Redação)