21 de outubro | 2008
Segundo as autoridades, as empresas operavam um “cartel ilegal” no comércio mundial de bananas. A gigante americana Chiquita também fazia parte do cartel. Mas foi poupada de uma multa milionária porque decidiu dar informações sobre o que ocorria por baixo da mesa de negociações.
A Dole, também americana, foi multada em US$ 62,7 milhões por sua atuação no cartel, entre 2000 e 2002. Uma empresa alemã que era a responsável por importar os produtos, a Weichert, também terá de pagar US$ 20,2 milhões em multas. Segundo a UE, a Del Monte também é responsável, já que no início da década era quem controlava a empresa alemã de importações.
A investigação provou que o cartel fixava preços de bananas na Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Suécia, num mercado avaliado em US$ 3,4 bilhões.
Tarifa Única
Em janeiro de 2006, a UE criou novas regras de importação de bananas, fixando uma tarifa única, de 176 euros que substituiu a tarifa de 680 euros por tonelada. Empresas multinacionais, como a Del Monte e a Dole foram algumas que iniciaram investimentos no Brasil, pensando nesse mercado europeu.
Entre 2005 e 2006, o Brasil elevou suas exportações em 45% para a UE. Em 2007, o crescimento também foi importante. Na época da investigação, porém, as vendas brasileiras não eram significativas. Mas o Brasil, pressionado por essas empresas hoje condenadas, tentava negociar com a Europa uma cota especial para a exportação de seus produtos, no marco do acordo Mercosul – União Européia.
Fonte: Agência Estado
(Jamil Chade)