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Preço mínimo, greening e Fundecitrus.

20 de julho | 2009

Por: Flávio Viegas


O preço da laranja e o greening são as duas ameaças que pesam sobre a citricultura brasileira e só poderão ser enfrentadas com a participação e mobilização dos citricultores.


Com o nível de remuneração atual e com o Fundecitrus controlado pela indústria, o que lhe tira a autoridade moral para fiscalizar e controlar a expansão do problema, o greening  vai avançar e a citricultura brasileira poderá ser inviabilizada.


Cabe ao citricultor retomar o controle do Fundecitrus e, para isto, suspender o pagamento ao fundo, que não é obrigatório, e para o que basta enviar uma carta à indústria informando que não quer ou não pode continuar a contribuir. O citricultor deve, também, enviar correspondência aos conselheiros do Fundecitrus, lembrando-os de sua responsabilidade e de que com a remuneração atual não há condições financeiras nem estímulo para o combate ao greening e que caberia, pelo menos aos representantes dos citricultores, pedir demissão do cargo se a situação persistir. Não podemos continuar a financiar um órgão que, em lugar de defender a citricultura, passou a ser utilizado para executar a política de concentração e verticalização, pela exclusão dos pequenos e médios citricultores, do cartel.


Como decorrência da mobilização dos citricultores que compareceram à Audiência Pública sobre a Citricultura no dia 7 de julho em Brasília, a citricultura foi incluída, no Relatório da Comissão Especial da Crise da Agricultura, pelo relator Dep. Abelardo Lupion, e a proposta de estabelecimento de um preço mínimo para a laranja foi aprovada por unanimidade e será encaminhada ao Ministério da Agricultura como base para as medidas a serem adotadas pelo órgão.


Embora essa decisão não tenha aplicação imediata, representa um enorme avanço, pois até poucos meses atrás esse assunto não seria nem cogitado. Agora cabe ao citricultor continuar mobilizado e pressionando o governo para que a medida seja adotada.


Voltamos a afirmar que o citricultor que entregar a laranja a R$ 3,50 na verdade está DOANDO a laranja para a indústria, pois o valor não cobre sequer o custo da colheita e frete, com a agravante de que ele está assumindo riscos trabalhistas, fiscais, de acidentes de trabalho, entre outros e fortalecendo a indústria com o lucro que ela vai obter com a venda do suco e sub-produtos produzidos.


Citricultor, na próxima segunda feira, dia 20 às 9h, o Secretário da Agricultura, estará em Cordeirópolis, bairro Cascalho, berço da citricultura brasileira, para a comemoração do Dia do Agricultor. Este será um momento para discutirmos a crise da citricultura. Todos os interessados devem entrar em contato com a Associtrus para maiores esclarecimentos.


Mobilize-se, compareça.


 Fonte:  JORNAL IMPACTO


              Bebedouro-SP