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Ministro vai discutir crise de citricultores

02 de julho | 2010

O ministro da Agricultura e Pecuária, Wagner Rossi, vai marcar uma reunião com representantes da cadeia citrícola para discutir, entre outros assuntos, renegociação de dívidas, financiamentos e impasses com a indústria processadora de suco. A reivindicação foi feita ontem por produtores do setor, que participaram de encontro com o ministro, no Sindicato Rural de Rio Preto.

O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, foi um dos representantes da cadeia que reivindicou ao ministro uma discussão sobre o setor. Produtores e indústrias travam uma batalha sobre cartelização.

Viegas pediu que antes que o governo assine um Termo de Cessão de Conduta (TCC), protocolado no Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade), o ministro assine um TCC com os citricultores, assegurando o verdadeiro Consecitrus (contrato-padrão da citricultura) e uma indenização aos produtores que tiveram os pomares erradicados em função do cancro cítrico. “As condições de mercado estão melhores. É preciso sentar e conversar, porque podemos melhorar a cadeia produtiva.”

O ministro também prometeu que dará atenção a assuntos como endividamento do produtor, seguro rural, código florestal, formação de mão de obra de trabalhadores da cadeia da borracha, entre outros apresentados ontem pelos produtores da região Noroeste paulista.

Crédito
Desde ontem, os produtores de todo o País podem contratar crédito rural para a safra 2010/2011. O Plano Agrícola ePecuário vai disponibilizar R$ 100 bilhões ao segmento. Outros R$ 16 bilhões serão destinados à agricultura familiar. “Além de ser um volume recorde, enquanto as taxas do mercado estão aumentando, as do crédito rural permanecem, e algumas ainda foram diminuídas.”

Meio ambiente
O ministro destacou a importância de reverter um conceito criado em relação à agricultura, de que a atividade destrói o meio ambiente. Segundo ele, em 20 anos a área plantada cresceu 25% e a produção cerca de 150%. “Essa cobrança não é real. Mostramos isso dando forte apoio econômico às práticas agronômicas que preservam a natureza ao mesmo tempo em que aumentam a produção.”

Entre elas, citou a recuperação de terras degradadas, inte-gração lavoura, pecuária e floresta, plantio direto na palha e plantio de florestas. “Além do tradicional financiamento agrícola, estão sendo oferecidas vantagens em volume de dinheiro, taxas e prazos para essas práticas”, disse.

Fonte: Diário da Região – Liza Mirella