03 de setembro | 2010
Empresa foi uma das multadas pelo órgão antitruste, acusadas de formação de cartel Célia Froufe, da Agência Estado.
BRASÍLIA – A White Martins enviou nota à imprensa nesta quarta-feira, 1º, informando que a empresa questionará a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na Justiça. Esta tarde, o órgão antitruste afirmou que a White Martins e mais quatro empresas compunham um cartel das fabricantes de gases industriais e hospitalares.
Esse procedimento foi batizado de “cartel do oxigênio”, condenado a pagar, no total, R$ 3 bilhões, que ainda sofrerão correção, já que a multa tem o ano de 2003 como referência. Das cinco companhias, a maior multa foi atribuída justamente à White Martins, por ter reincidido em práticas ilegais no âmbito da concorrência, segundo o conselheiro Fernando Furlan, que foi o relator do caso. A empresa foi condenada a pagar 50% do faturamento de 2003, o que significa um total de R$ 2,218 bilhões – a maior multa individual concedida pelo Cade até hoje.
“Em relação à decisão anunciada hoje pelo Cade, a White Martins reafirma que dispõe de sólidos argumentos em sua defesa e irá questionar tal decisão na Justiça”, disse a empresa por meio da nota. O comunicado expõe ainda que a empresa reafirma seu compromisso com a livre concorrência e com o Brasil, onde vem investindo há quase cem anos no desenvolvimento de novas tecnologias, talentos profissionais e projetos sociais que beneficiam mais de 200 mil pessoas por ano
Air Products
A Air Products também divulgou nota à imprensa há pouco informando que discorda da decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de multar a subsidiária brasileira por “suposta participação com outras empresas do setor que operam no Brasil em uma prática ilegal relacionada à venda de gases medicinais e industriais”. A empresa pretende recorrer da decisão e disse acreditar ter argumentos sólidos para obter um resultado favorável.
O “cartel do oxigênio” foi multado em R$ 3 bilhões pelo órgão antitruste, dos quais R$ 226 milhões devem ser pagos pela Air Products. O valor corresponde a 25% do faturamento da empresa em 2003, ano anterior à instauração do processo. Há pouco, a White Martins e a Air Liquide também informaram que recorrerão da decisão na Justiça.
“A Air Products atua no Brasil há mais de 35 anos e mantém um forte compromisso com suas operações e com o cumprimento de todas as leis onde quer que opere, incluindo as leis de concorrência”, afirmou na nota.