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O significado do cooperativismo

02/09/2008

Davi Zaia

Surgido no sculo XIX por iniciativa dos trabalhadores para se contrapor a explorao da mo de obra durante a Revoluo Industrial, o cooperativismo se desenvolveu de forma extraordinria em todo o mundo. O que difere o cooperativismo de outras formas de empreendimento o trabalho associativo, no qual produtores de diferentes atividades econmicas se unem em torno de seus interesses de produo. Hoje temos mais de 800 milhes pessoas organizadas em cooperativas, que, por sua vez, geram 100 milhes de empregos em todo o mundo.

Seu dinamismo representado por nmeros superlativos. No Canad, uma entre cada trs pessoas faz parte de cooperativas. Nos Estados Unidos, mais de 150 milhes de pessoas ou 60% da populao esto organizadas dessa forma. Na Colmbia e Costa Rica so 10%. Na Alemanha, 80% dos agricultores e 75% dos comerciantes so cooperativados. Na Blgica, as cooperativas farmacuticas detm uma participao de 19,2% do mercado.

Tomemos por exemplo a produo de alimentos, uma das maiores preocupaes atuais da humanidade. No Brasil, as cooperativas produzem 72% do trigo, 43% da soja, 39% do leite, 38% do algodo, 21% do caf. Na Coria do Sul, elas renem 90 % dos produtores rurais ou cerca de 2 milhes de pessoas, com um faturamento superior a 11 bilhes de dlares. So dados que atestam a importncia do cooperativismo no setor agropecurio.

Como bancrio, interesso-me particularmente pelo trabalho das cooperativas de crdito, responsveis pela oferta de financiamento em condies especiais a milhares de pessoas. Nos pases em desenvolvimento, elas so instrumentos de democratizao do crdito, incentivam e financiam as pequenas e mdias empresas.

A origem das cooperativas de crdito data de 1902. Hoje, somam a mais de 7.300 e renem 5,7 milhes de associados. Na Europa, os bancos cooperativos empregam 700 mil pessoas.

A fora do sistema diretamente proporcional capacidade que a sociedade civil tem para se organizar. Quanto maior o poder de organizao mais significativo o peso do cooperativismo.

O inspirador do cooperativismo foi o reformador social gals Robert Owen (1771/ 1858). De famlia modesta de artesos, ele acabou se tornando co-proprietrio de indstrias escocesas. Nelas reduziu a jornada de trabalho para 10,5 horas dirias, numa poca em os trabalhadores passavam at 16 horas de seu dia trabalhando, construiu moradia para os operrios e escolas para que pudessem deixar os seus filhos enquanto trabalhavam e criou a primeira cooperativa.

O filsofo Karl Marx se referia aos defensores dessa forma de organizao do trabalho como socialistas utpicos. Ele os questionava porque duvidava que pudessem mudar a organizao da sociedade dessa forma, mas elogiava o cooperativismo pela eficincia da produo e por substituir o trabalho assalariado pelo trabalho associativo.

Mas o marco histrico do cooperativismo, o ano de 1844, quando um grupo de 28 teceles ingleses, incluindo uma mulher, denominado de ?Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale?, fundaram uma cooperativa na cidade de Manchester, com o propsito de comprar itens de necessidade bsica, como alimentos.

Foram eles que estabeleceram os princpios e condutas consideradas como os pilares do movimento. Entre os seus objetivos estava a formao social de um capital para a emancipao dos trabalhadores, viabilizado pela poupana resultante da compra de alimentos; construo ou aquisio de casa para os cooperados; e a criao de estabelecimentos industriais e agrcolas voltados para a produo de bens indispensveis para o sustento dos associados.

No Brasil, o cooperativismo foi implantado em 1847, quando o mdico francs Jean Maurice Fraive inaugurou a colnia Teresa Cristina, junto com outros colonos europeus no Paran. O movimento serviu de referncia para iniciativas do gnero.

Em Minas Gerais, foi fundada a primeira cooperativa agropecuria, em Campinas, a primeira cooperativa de consumo, criada pelos trabalhadores da Cia. Paulista de Estrada de Ferro. No Rio Grande do Sul, coube ao padre Theodor Amstadt criar a primeira cooperativa de crdito, que hoje somam a mais de duas mil organizaes, com cerca de 2 milhes de associados e 115 mil empregados.

O cooperativismo necessita de apoio no Brasil e no Estado de So Paulo, em particular. O deputado federal Arnaldo Jardim, de meu partido, o PPS, lutou pelas cooperativas quando estava na Assemblia Legislativa e continua apoiando o movimento na Cmara dos Deputados.

Nosso compromisso o de prosseguir trabalhando pelo cooperativismo no Legislativo paulista com iniciativas que contribuam para fortalecer e incentivar as cooperativas no Estado de So Paulo, em benefcio do desenvolvimento econmico e da populao.

Davi Zaia deputado estadual na Assemblia Legislativa de So Paulo


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