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Associtrus chama a atenção para a valorização do NFC

08/06/2009

 

Num mercado cujas regras atendem apenas um lado da cadeia, produto responde por quase 50% do faturamento das indústrias

 

 

A palestra do presidente do Conselho da Associtrus, Renato Queiroz, sexta-feira (5/6), na 31ª Semana da Citricultura, em Cordeirópolis chamou a atenção dos produtores para a crescente valorização do NFC (suco de laranja natural). Atualmente, o produto responde por 21% do volume de exportações e por 43% do valor de faturamento das indústrias. “O preço do suco concentrado na bolsa de Nova Iorque não pode servir como base de preço para remuneração do citricultor brasileiro, afinal o suco concentrado é apenas um dos itens retirados da fruta. E os subprodutos?”, questiona Renato Queiroz observando que “hoje o maior lucro da indústria está no NFC e nós (produtores) não recebemos um centavo sequer por isso”.

 

A divulgação do estoques pelo IEA não condiz com a realidade do mercado. “É unânime a opinião dos pesquisadores, consultores de mercado e dos produtores que a safra deste ano será menor que a anterior.” Precisamos ter informações transparentes e idôneas para manter a citricultura sustentável”, observa Renato Queiroz.

 

Os desafios do setor são grandes. “Precisamos criar alternativas de comercialização, impulsionar o consumo interno, divulgar os benefícios da fruta que, segundo pesquisa do nutricionista David Katz, está entre os 15 alimentos nota 100 (máxima pontuação), dentre 25.000 alimentos pesquisados, enfim não podemos ficar nas mãos da indústria. O governo precisar intervir no setor, com urgência, considerando a expulsão de grande parte dos citricultores da atividade nos últimos anos. Não temos como manter os pomares com os atuais preços pagos pela fruta. Talvez seja necessário que o governo estipule um preço mínimo de comercialização”, diz Renato.

 

As discrepâncias se evidenciam à medida que análises novas são publicadas por pesquisadores renomados. De acordo com estudos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP, apesar do aumento nas últimas duas safras, o preço médio real recebido pela caixa de laranja caiu 20% em oito anos. “Isto acontece, principalmente, por conta da manipulação da bolsa e pelo fato do produtor receber apenas com base no suco concentrado; do cartel existente no setor industrial; e da falta de opções de comercialização”, constata Renato.

 

A Associtrus espera que a nova associação criada para representar as indústrias e que será presidida por Christian Lohbauer, ex-diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), abra uma nova oportunidade de negociação entre os elos da cadeia. Em entrevista ao jornal Valor Econômico o executivo declarou que a principal missão da nova associação é mudar a imagem do segmento, com foco em informação e transparência. “O mundo mudou e precisamos construir uma agenda diferente, favorável a uma nova citricultura”, disse Lohbauer. “Estamos à espera de contato com a nova representante das indústrias exportadoras de citros. Que ela realmente esteja disposta a estabelecer relações mais transparentes”, diz Renato.

 

Ações – Também na sexta-feira (5/6), os representantes do setor produtivo se reuniram com assessores da Frente Parlamentar em Defesa da Citricultura, criada em 2007, na Assembléia Legislativa de São Paulo, a partir de iniciativa do deputado Davi Zaia (PPS). Eles cobraram ações efetivas na abertura de novos espaços para comercialização e a votação da lei que insere os sucos naturais na merenda escolar da rede pública estadual.

 

Associtrus - 8 de junho de 2009



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