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Por quê a Indústria pulou para trás???

04/08/2009

RECORDEMOS - terça-feira, 15 de março de 2005

Indústria e produtores aprovam início da elaboração do Consecitrus

Marcia Martins - editora de Economia

Representantes dos produtores de laranja e da indústria entraram em consenso ontem e decidiram enviar ofício ao Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (DEAS) da Esalq/USP, solicitando o início dos estudos para a elaboração de um contrato-padrão da citricultura, inicialmente chamado de Consecitrus. A idéia é definir parâmetros para auferir o faturamento obtido pela unidade industrial e, através da participação do custo de produção da laranja no custo total, determinar uma parcela do faturamento total destinado ao pagamento do produtor.
A elaboração do contrato-padrão na citricultura foi um dos itens discutidos e aprovados ontem na reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Citricultura, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que reuniu Associtrus, Abecitrus, Fundecitrus, representantes da Secretaria Estadual da Agricultura e do CEPEA, ontem, no município de Cordeirópolis
A discussão, mais uma vez, se concentrou na criação de um contrato-padrão que ajuste a remuneração do produto, embasado em planilhas de custos e num levantamento de produção mais preciso.
Atualmente, o setor conta com a previsão de safra divulgada pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), mas a metodologia do órgão, que é vinculado à secretaria estadual da Agricultura e Abastecimento, é bastante contestada pelo segmento. Enquanto o IEA aponta 354,3 milhões de caixas de 40,8 quilos na safra atual, a maioria dos produtores aposta  numa safra inferior a 300 milhões de caixas.
Para tentar corrigir a análise da produção, a Câmara decidiu ontem encaminhar ofício ao secretário da Agricultura solicitando agilidade na assinatura do convênio que garante o credenciamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o trabalho de previsão de safra da laranja.
Através da Conab, o setor acredita que poderá conseguir números mais precisos sobre a colheita de São Paulo no próximo ciclo.
“Também precisamos cobrar do IEA uma revisão urgente da estimativa de safra, com data definida, porque a última foi feita em fevereiro e está desatualizada”, declarou o deputado federal Nelson Marquezelli (PTB/SP), produtor de laranja e representante do legislativo na Câmara Setorial, que defende ações governamentais que estimulem a inserção do suco de laranja na merenda escolar.
“A situação é crítica. Diante do cenário desfavorável da laranja, o setor sucroalcooleiro, que passa por um momento extremamente positivo, está ocupando espaço. Os canaviais estão avançado nas áreas de pomar e a tendência é que isso aumente cada vez mais”, alertou o deputado. “As entidades que representam a indústria e os produtores precisam sentar e se entender”, se referindo ao presidente da Associtrus e presidente da Câmara Setorial, Flávio Viegas, e ao presidente da Abecitrus, Ademerval Garcia, ambos presentes no encontro.
Discordando de Marquezelli, o presidente da Abecitrus disse que a cana está avançando nos pomares improdutivos e que 18 milhões de mudas saem todos os anos de 529 viveiros do Estado com destino aos pomares.
“Quem tira laranja para plantar cana é porque produz laranja ruim”, espetou Ademerval Garcia. “Os produtores têm tecnologia nova para plantar laranja e os que estão aplicando conseguem produtividade. A indústria não é contra o contrato-padrão, mas não vamos tomar a iniciativa. Os produtores têm que fazê-lo. Se a proposta for solicitar o estudo para o Cepea, que já tem experiência na elaboração de contratos-padrão adotados por outros setores,  nós concordamos”, concluiu o representante da indústria citrícola, pouco antes de deixar a Reunião da Câmara Setorial, no intervalo do evento.

Custos

Sem a presença de Ademerval Garcia, na segunda etapa das discussões, os participantes da reunião não tiveram a oportunidade de ouvir a versão da indústria às críticas feitas por Flávio Viegas contra a concentração industrial, a distorção de preços no mercado exterior e a remuneração dos produtores que, segundo ele, não leva em conta oferta e demanda. De acordo com gráficos apresentados pelo presidente da Câmara Setorial, Cutrale e Citrosuco concentram 60% do mercado da indústria de suco de laranja.
Ainda através de transparências, Viegas apresentou gráficos comparando o preço do suco pago pelo consumidor em relação à cotação do produto na Bolsa de Valores norte-americana.
“Enquanto o preço ao consumidor cresce, o preço do produto da Bolsa cai”, apontou Viegas, sugerindo manipulação de preços no mercado exterior.
Outro item discutido foi a planilha de custos de produção elaborada que a Associtrus pretende transformar na tabela de referência para o produtor.
Segundo o estudo da Associtrus, o citricultor gasta em torno de R$ 10 para produzir uma caixa, com base em um pomar de 100 hectares e 40 mil árvores. Os atuais preços pagos pelas processadoras de suco estão bem abaixo desse patamar. A caixa no portão da indústria vale R$ 6,07 a prazo, segundo o indicador Cepea/Esalq — quase 40% a menos.
A representante do Cepea na reunião de ontem em Cordeirópolis, a coordenadora Margarete Boteon, vai encaminhar a solicitação da Câmara Setorial à direção do Centro de Estudos da Esalq, para que as pesquisas visando a elaboração do contrato-padrão da citricultura, o Cosecitrus, possam ter início.

Fonte: Tribuna Impressa

http://www.tribunaimpressa.com.br/Conteudo/Industria-e-produtores-aprovam-inicio-da-elaboracao-do-Consecitrus,15216,15224



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