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Mudanças à Vista.

18/08/2009

Por FLávio Viegas.

 

Apesar de a indústria aqui no Brasil manter sua política de preços alinhados e aviltados, há no cenário sinais de mudanças, que tornarão insustentáveis os argumentos com os quais se tenta justificar esta situação.

O primeiro sinal veio da Flórida, onde os primeiros levantamentos indicam uma quebra de safra que pode atingir 14% e os preços da laranja para a safra 2009-10 começam a reagir e já subiram 11% no mercado “spot”. Espera-se que na próxima safra as variedades precoces sejam comercializadas em torno de US$8 por caixa e as tardias na faixa dos US$10.

Mesmo na safra 2008-09, sob o impacto da crise e onde se concentram 85% dos estoques mundiais de suco de laranja, os citricultores da Flórida, que são remunerados por libra de sólidos solúveis, e tem um custo de produção de US$1,25/lb (US$ 8,25/cx), receberam pelas variedades precoces US$1,18/lb (US$7,32/cx). Porém as variedades tardias foram remuneradas a US$1,31/lb (US$9,27/cx) com margem superior a US$1 por caixa. É importante lembrar que nos últimos 12 meses a cotação do suco na bolsa esteve abaixo de US$ 0,90/lb de sólidos solúveis.

Aqui no Brasil, os quatro “Cs” continuam a atuar de forma coordenada, sem disputar a fruta disponível, apesar de sinais de queda da oferta e dos baixos estoques no Brasil e na Europa e, portanto, de aumento de preços. A maior parte dos sucos que historicamente foram cotados abaixo do suco de laranja, está com preços significativamente maiores que o do suco de laranja, que é o  preferido pelo mercado.

Dentro deste cenário, será muito difícil para as indústrias justificar e manter os preços atuais. Os primeiros sinais apareceram nos últimos dias, quando mercadistas passaram a oferecer R$12,00 por caixa para a laranja pêra na árvore e estão pagando de R$6,00 a R$ 8,00 para outras variedades tardias. Já há noticias de que a indústria estaria fazendo negócios a R$7,00.

Aguardamos as medidas de apoio para ampliação do mercado interno, prometidas pelo Secretário da Agricultura por ocasião da FEACOOP.

Há, portanto, importantes mudanças à vista.

 

Fonte: Jornal Impacto



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