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O gosto amargo da laranja

08/06/2016



A safra 2015/16 de São Paulo está- se encerrando com uma produção de cerca de 300 milhões de caixas, uma redução de aproximadamente8% em relação à safra passada e a safra da Flórida deverá ser de 76 milhões de caixas, 22% menor que a safra anterior. Em relação à safra de 2006/07 a produção brasileira apresenta uma contração de 17% e a da Flórida uma contração de 41%! A soma das duas safras apresentacontração de 23%.

A demanda mundial apresenta uma contração de 21%, demonstrando que a demanda foi ajustada à oferta, através do aumento do preço do suco ao consumidor.

Nos EUA os preços do suco ao consumidor subiram 46% entre as safras 2004/05- quando ocorreram os furacões na Flórida-e 2014/15, derrubando o consumo nos EUA em 40%. O preço da laranja ao produtor da Flórida subiu mais de 120% de US$ 5,70 para US$12,60 por caixa posta na indústria. Ao contrário do que a indústria divulga, o preço do suco não está atrelado ao preço da laranja; o preço da laranja é estabelecido pelo preço do suco ao consumidor, como se pode ver no THE COCA-COLA INCENTIVE FOR NEW CITRUS TREE PLANTINGS cujo link é www.fdocgrower.app.box.com.

As altas de preços atingiram todos os mercados, mas a contração da demanda nos outros mercados foi de 8%; assim, a demanda global sofreu uma redução de 21% e as exportações brasileiras foram reduzidas em 17% nos últimos dez anos, apesar de um aumento de preço superior a 30% nos registros de exportação FOB Santos. Os preços recebidos pelos produtores brasileiros não acompanharam as altas, em dólares; permaneceram estáveis. O citricultor brasileiro recebeu em 2004/05 US$ 3,24 contra US$ 5,7 do citricultor da Flórida: uma diferença de US$2,46/cx ou 57% da remuneração recebida na Flórida. Atualmente o produtor da Flórida recebe US$ 12,6, enquanto o brasileiro recebe US$ 3,85: uma diferença de US$9/cx ou 30% do que é pago na Flórida.

Os estoques no Brasil, ao final da safra, em junho de 2016,devem reduzir-se a 178 mil t, muito abaixo das necessidades da indústria, o que comprova que as nossas exportações estão limitadas pela baixa disponibilidade de produto e têm superado a produção.Ao contrário do que a indústria vem divulgando, a demanda vem superando a oferta nas últimas safras.

As ofertas de R$ 16,00 a R$18,00 por caixa refletem apenas a desvalorização do Real, pois o citricultor vai receber em dólar entre US$ 4,5 e 5, menos de 40% do que recebe o produtor da Flórida. Sem levar em conta que o preço da Flórida é calculado sobre um mix de cerca de 50% de frutas precoces. Se formos comparar com as variedades tardias, valência, que tem sido comercializada acima de US$ 15/ cx., o produtor brasileiro está recebendo US$10 a menos que o produtor da Flórida, uma diferença que não existiria num mercado competitivo.

A concentração, a verticalização, a assimetria de informações, o atraso na compra e na colheita impõem custos e permitem o abuso do poder de mercado pelas processadoras, com a apropriação da renda dos produtores, inviabilizando a sua permanência na agricultura e em muitos casos causando a perda do patrimônio acumulado em décadas de trabalho árduo.


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