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Lançado o primeiro bioinseticida para o controle do vetor do greening

11/12/2017

08/12/2017 | Fundecitrus #Citros

A notícia foi comunicada pelo gerente do Fundecitrus, Juliano Ayres, no dia 07 de dezembro, durante a Comemoração dos 40 anos da Instituição. O bioinseticida é o agente de controle do psilídeo Diaphorina citri, vetor das bactérias causadoras do greening ou huanglongbing (HLB) doença causada pelas bactérias Candidatus Liberibacter spp, Candidatus Liberibacter asiaticus e Candidatus Liberibacter americanus que afeta todos os citros (laranja, limão e tangerina).

O psilídeo quando suga a seiva de uma planta doente para se alimentar, serve como transmissor da bactéria causadora da doença, propagando o greening nas lavouras. Essa é a doença mais severa que atinge os citros no mundo, uma vez que as plantas contaminadas não podem ser curadas.

Com o intuito de levar conhecimento adquirido nos laboratórios para o campo, a pesquisa e o desenvolvimento do produto foram frutos da parceira da Escola Superior de Agricultura “Luís de Queiroz” (ESALQ-USP), do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), e da Koppert, empresa líder mundial em Controle Biológico e polinização natural. A pesquisa conduzida durante sete anos pelo prof. Dr. Italo Delalibera Jr da ESALQ-USP resultou na seleção do fungo entomopatogênico Isaria fumosorosea. “É uma grande conquista. É o primeiro produto biológico a base de Isaria fumosorosea no Brasil e existem poucos no mundo. É uma ferramenta com grande potencial que vem contribuir muito com o setor da citricultura” analisa prof. Dr. Italo Delalibera Jr.

A empresa amiga do citricultor, Koppert Biological Systems, apresenta a primeira alternativa biológica para o controle do psilídeo D. Citri com o nome comercial de Challenger. O inseticida microbiológico é ideal para o Manejo Integrado de Pragas (MIP), é registrado (no 28617) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e possui uma moderna formulação em suspensão concentrada (SC) que garante a máxima performance desde o momento da diluição em água, preparo do tanque, até o contato com tegumento do inseto garantindo que as gotículas fiquem aderidas ao mesmo, iniciando assim o processo de infecção.

A atuação do fungo é realizada através do contato direto com seu alvo. Os conídios do fungo entompatogênico Isaria fumosorosea, após a pulverização são depositados sobre o alvo, aderindo ao tegumento do inseto, iniciam seu processo de germinação produzindo um complexo de enzimas que atuam na degradação do tegumento do inseto, permitindo com que o fungo penetre em seu hospedeiro. Uma vez no interior do inseto o fungo continua seu processo de desenvolvimento onde também continua a liberação de enzimas e metabólitos que levam o inseto a morte. Logo em seguida, o fungo inicia o processo de extrusão, colonizando desta vez a parte externa do inseto, onde comumente o inseto fica recoberto com uma fina e pulverulenta camada de conídios de tom rosáceo, confirmando assim a morte o inseto pelo fungo Isaria fumosorosea. Tanto ninfas quanto adultos são susceptíveis a ação do fungo.

Para o diretor industrial, Danilo Pedrazzoli, da Koppert do Brasil, outro importante ponto a ser considerado é a compatibilidade do produto Challenger com defensivos químicos contidos na lista de Produção Integrada dos Citros (PIC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) demonstrando que tecnologia biológica do produto Challenger poder ser consorciada a campo com outras metodologias de controle de pragas, o que novamente evidencia a importância do MIP no manejo de resistência do psilídeo.

Por se tratar de um produto biológico não deixa resíduos e nem necessita de tempo de carência, pois o ingrediente ativo, o fungo Isaria fumosorosea não é acumulativo em folhas e frutos.

“Estamos muito satisfeitos de poder oferecer ao citricultor uma ferramenta sustentável que reduz o risco de seleção do psilídeo D. Citri, o que o torna resistente a inseticidas químicos. Estamos continuando a pesquisa e acreditamos que ele possa ter controle em pragas secundárias da citricultura.

O produto também pode ser associado a Tamarixia radiata, parasitoide inimigo natural do psilídeo Diaphorina citri o qual o Fundecitrus produz em sua biofábrica, inaugurada em março de 2015. O objetivo do Fundecitrus é contribuir com o manejo sustentável de HLB, proporcionando um meio natural de reduzir a população de psilídeo e, consequentemente, diminuir a necessidade de pulverizações nos pomares”, finaliza Juliano Ayres.


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