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Entidade sem nome promete mudar a imagem da indústria de suco de laranja.

05/06/2009

"Nossa principal missão é mudar a imagem do segmento, com foco em informação e transparência", afirmou Lohbauer em matéria publicada no Valor Econômico. "O mundo mudou e precisamos construir uma agenda diferente, favorável a uma nova citricultura".

A entidade anunciada há semanas atrás, somente agora aprovou seus estatutos. Seu conselho será composto pelos diretores jurídicos das empresas associadas, deixando claro que essas indústrias pouco transparentes e nada afeitas a esclarecimentos públicos e cada vez mais acuadas pelas investigações sobre suas práticas pouco ortodoxas, terão grandes dificuldades em assegurar o sucesso da “nova ABECITRUS”.

Queremos dar um voto de confiança ao Cristian Lohbauer, que aceitou esse enorme desafio. Sugerimos que o seu trabalho inclua também o Fundecitrus, tornando-o também transparente e democrático.

Esperamos que informações sobre a dimensão do parque citrícola, participação da indústria na produção de laranjas, estimativa de safra, estoques de suco concentrado e NFC, fruta processada, e demais informações que essa mesma indústria fornece nos EUA e são publicadas semanalmente no site do “Florida Citrus Processors Association”,passem a estar disponíveis também sobre as operações brasileiras.

Seria importante também explicar aos produtores brasileiros por que, apesar de as condições de mercado nos EUA estarem muito piores do que as condições dos demais mercados, o citricultor norte-americano está recebendo valores muito superiores aos recebidos pelos brasileiros. Por que o preço do suco ao consumidor permaneceu praticamente estável, enquanto o preço do suco na bolsa caiu mais de 60%?

O discurso que considera a concentração do setor como uma conseqüência natural do capitalismo “moderno”, capitalismo das fraudes, dos cartéis, da corrupção, da destruição “destrutiva”, da mentira, do cinismo, já está ultrapassado. A crise atual recoloca a sustentabilidade econômica, social e ambiental como os valores atuais. Pagamento de R$ 3,5 por caixa de laranja, preço que sequer cobre os custos de colheita e transporte da fruta, não é condizente com a proposta de uma nova agenda! Não remunerar o fornecedor pelo produto ou serviço recebido configura roubo, extorsão, escravidão...

 Flávio Viegas

Presidente da Associtrus



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